A PRIVATIZAÇÃO DO SISTEMA PRISIONAL NO BRASIL:

IMPACTOS NA EFETIVIDADE PENAL E NA ESFERA ADMINISTRATIVA

Autores

  • Maria Luíza Maia Fernandes
  • Ricardo César Ferreira Duarte Júnior

Palavras-chave:

Sistema prisional, Privatização, Parceria Público-Privada, Efetividade penal, Direitos fundamentais, Direito administrativo

Resumo

O presente trabalho tem como objeto a análise da privatização do sistema prisional brasileiro, com foco no modelo de Parceria Público-Privada (PPP). A pesquisa parte de uma contextualização histórica da evolução do direito de punir, desde a vingança privada até a centralização estatal, para então abordar a crise atual do sistema prisional, caracterizada pela superlotação, déficit estrutural e recorrentes violações de direitos fundamentais. Nesse cenário, a privatização parcial surge como alternativa viável para promover maior eficiência administrativa e efetividade penal, especialmente quanto à garantia de direitos básicos, como saúde, educação e trabalho. A partir de uma abordagem dedutiva, com pesquisa bibliográfica, documental e estudo de caso do Complexo Penitenciário de Ribeirão das Neves (MG), o estudo defende que as PPPs, quando submetidas a rígida regulação e fiscalização estatal, podem representar avanço na gestão prisional sem desvirtuar o núcleo essencial do poder punitivo do Estado. Conclui-se que a privatização, longe de mercantilizar a pena, constitui instrumento de modernização administrativa e de concretização dos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e da eficiência.

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Publicado

2026-03-04

Como Citar

FERNANDES, M. L. M. .; DUARTE JÚNIOR, R. C. F. . A PRIVATIZAÇÃO DO SISTEMA PRISIONAL NO BRASIL: : IMPACTOS NA EFETIVIDADE PENAL E NA ESFERA ADMINISTRATIVA. Revista de Estudos Jurídicos do UNI-RN, [S. l.], n. 10, p. 288–308, 2026. Disponível em: https://revistas.unirn.edu.br/index.php/revistajuridica/article/view/1182. Acesso em: 7 mar. 2026.

Edição

Seção

ARTIGOS